O poeta precisa falar,
Mesmo que não tenha graça,
E do seu jeito, simplesmente,
Explicar o que se passa.
Nos rios, a água se foi,
O lixo, no lugar, prepondera,
As fazendas e casas do interior
Estão ficando tapera.
Ao redor das grandes cidades,
Os casebres são moradias,
A população se aglomera,
Isso aumenta a cada dia.
Há uma certa confusão,
O que vem depois está na frente,
Como se coubesse ao ser humano,
Transformar animal em gente.
Os valores morais estão encobertos,
Tudo, hoje, é permitido,
Cada um faz o que quer,
A vida, assim, não tem sentido.
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